domingo, 8 de abril de 2018

O menor é o Maior


Quem é o maior no reino dos céus?
(Mt 18.1)
Por Frankcimarks Oliveira

Objetivos:
1-    Analisar o comportamento dos discípulos em relação ao poder e a vaidade;
2-    Analisar o exemplo de Jesus e seus ensinos sobre o poder;
3-    Analisar o desvio da igreja desses ensinos.

Leia todo o capítulo de Mateus 18.

Nossos corações são vaidosos e cheios de caprichos. Disputamos por posições e por coisas que não deveríamos, até mesmo quando o nome de Deus está envolvido. Foi isso que os discípulos de Jesus fizeram logo após a transfiguração do Senhor no monte. Eles ainda não discerniam bem o que aquilo queria dizer.

Ao verem Elias e Moisés diante de Jesus glorificado, ficaram vislumbrados. Depois, cheios de expectativas, perguntaram quem era o maior no reino dos céus. Para sua infelicidade, viram Jesus colocando um menino no meio deles. Essa foi sua resposta: “Se não vos fizerdes como este menino, de modo algum entrareis no reino dos céus.” O maior para Deus é o menor e mais simples. Por que temos tanta dificuldade para entendermos isso?

Jesus foi um homem humilde, sem brilho, sem posição social, sem destaque, era apenas um carpinteiro, nasceu numa manjedoura, foi pobre, cresceu na periferia, não tinha parecer nem formosura, estava completamente na margem oposta daquilo que seria considerado grande e importante. Foi crucificado entre ladrões, considerado um rebelde. Contudo, como afirmou um dos soldados romanos na hora de sua morte: Este homem era verdadeiramente o filho de Deus.

Deus está sempre ao lado dessa gente marginalizada, suja e feia, pobre e miserável. Deus não está nos grandes salões de festas ou nos banquetes com os reis, não. Deus está na cadeira elétrica, nas favelas, nos guetos, nas calçadas, junto de moradores de ruas. Deus está nos presídios, onde ninguém jamais imaginaria que ele estaria. Porém, queremos acreditar que por ser Deus ilustre e maravilhoso, ele deve estar rodeado de beleza e de gente importante.

Jesus andava com prostitutas e bêbados, publicanos, pescadores e gente sem instrução intelectual. Por que perguntamos a Deus quem dentre nós é o maior? Será que nunca vamos entender seu Espírito?

Quando desejamos nos destacar nas igrejas com nossa sabedoria ou performasse religiosa, estamos bem afastados de Jesus. Quando achamos que nossa posição eclesiástica ou as roupas que vestimos determina nosso prestígio diante dos céus, mostramos que de fato nunca conhecemos o evangelho do nazareno.

Não deve haver no coração de um cristão essa interrogação: quem é maior no reino dos céus? Por que e como essa bendita pergunta foi parar ali? Que diferença faz saber quem está sendo mais relevante para o reino de Deus no momento? Ou quem é o verdadeiro representante de Deus na terra?

Deus colocou Elias e Moisés diante de Jesus. Esses dois homens foram os maiores de seu tempo. Falavam com Deus face a face e faziam sinais extraordinários. Contudo, agora, diante do simples carpinteiro de Nazaré, Deus testemunhou para que todos pudessem ouvir: Este é o meu filho, ouçam-no.

Nem Moisés nem Elias são alguma coisa perto de Jesus. Portanto, sabendo que aquele que era o rei, fez a si mesmo de escravo, por que ainda nos interessamos por status ou coisas desse tipo? Não faz sentido.

O cristianismo é por essência uma religião de gente desimportante, pelo menos da perspectiva secular. Escravos e pescadores eram os principais seguidores de Jesus. Roma zombava dessa seita nazarena. “Eles seguem a um deus morto”, diziam.

Jesus não veio chamar os justos, mas os pecadores. Não veio para os sábios, mas para os loucos, não veio para os escribas, mas para os indoutos. Jesus não veio chamar os saudáveis, mas os doentes, nem os que são, mas aqueles que não são, isto é, que são considerados a escória deste mundo.

Como há muito tempo a igreja se desviou da simplicidade do evangelho, não percebe que não possui o mesmo espírito de Jesus. A igreja deixou de andar com os pobres e imundos para andar com príncipes, reis e políticos. A igreja deixou de lutar pelos órfãos e viúvas para lutar pelos interesses dos ricos e bem-nascidos, que só exploram os mais miseráveis. A igreja passou a se importar mais com a grandeza de seus templos adornados de ouro do que com as pessoas que sofrem.

Jesus se importa com as ovelhas feridas e desgarradas. A igreja se importa com a quantidade de membros assíduos em suas reuniões. Não há humanidade na liderança cristã, e isso não vem de hoje.

Deus não dá a mínima para edificações religiosas que colocam seu nome na fachada. Deus se importa com as relações humanas, com a misericórdia dada e vivida. “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu estarei no meio deles”. Onde há amor e fé, há Deus.

É bizarro ligar a tv e ver um pastor falando em ódio, em eliminar os diferentes, achando que ao agir assim, está lutando pelo reino de Deus. Na verdade, ele está fazendo o oposto. A mensagem do evangelho é a reconciliação e não a guerra. “Se teu irmão pecar contra ti, perdoa-o setenta vezes sete”.

A igreja cristã se esqueceu que um dia foi minoria, que um dia foi morta nos coliseus da vida, que foi perseguida e apedrejada. O oprimido quando sobe ao poder, sente um enorme de desejo de oprimir. Mas Jesus ensinou a dar a outra face e não pagar mal com mal.

A igreja cristã se tornou uma instituição rica, influente e poderosa, por isso se desviou tanto do Senhor. Nós que recebemos misericórdia de Deus, deveríamos também dar misericórdia ao nosso próximo. Nunca nos esqueçamos o lugar de onde viemos. Cristo pagou nossa dívida perante o Pai, que possamos nós também, perdoarmos as dívidas dos que nos devem.
Quando estamos por baixo, somos humildes e até imploramos por socorro. Mas quando ascendemos um pouco, quando estamos por cima da carne seca, como se diz, nos tornamos arrogantes e impiedosos. Não deveria ser assim.

O poder transforma negativamente os homens. “DÊ PODER A UM HOMEM E VOCÊ O CONHECERÁ DE FATO”. O poder nos dá uma falsa sensação de superioridade. Mas não se esqueça, Jesus colocou um menino diante dos discípulos para que eles o tivessem como modelo. Nossa escada é para baixo. Quanto mais descemos, mais subimos. Termino dizendo que o cristianismo é sim uma religião de amor , compaixão e misericórdia, ainda que a Igreja esteja tão desviada do evangelho e não passe essa impressão.

Os meninos ao conhecerem o poder se tornam homens. Os homens ao conhecerem Jesus, se tornam meninos.

domingo, 25 de março de 2018

A EXPERIÊNCIA DA FÉ CRISTÃ


Este é o meu Filho ( Mateus 17.5)

Por Frankcimarks Oliveira
Objetivos:

1-    Demonstrar a necessidade de uma experiência mística e individual com Deus para a fé cristã,
2-    Demonstrar a diferença entre o conhecimento de fé (credo) e fé como acontecimento,
3-    Demonstrar quão facilmente se equivocam os homens acerca da fé cristã e da genuína espiritualidade.

Observação: É necessária a leitura integral do capítulo de Mateus 17 .

Cristo está num lugar elevado, exaltado sobre todos, para revelar sua grandeza a seus discípulos. Eles precisavam consolidar a fé naquilo que Pedro afirmara: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. Uma coisa é ouvirmos isso da boca de outras pessoas, outra bem diferente é a ouvirmos através do próprio Deus.

“E estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.” (V 5-6)

A fé cristã é uma fé de revelação. Não basta a experiência religiosa, em que um homem transmite o que experimentou para outras pessoas, testemunhando sua espiritualidade. É preciso que cada cristão tenha sua própria experiência mística. Foi isso que Cristo fez seus seguidores vivenciarem. Primeiro foi Pedro, depois alguns outros e assim por diante.

Leitor, pense comigo. O que você sabe sobre Cristo foi aprendido ou experimentado? É possível alguém aprender teologia e reproduzir o que aprendeu através de palestras, pregações. Ter uma convicção plena de que de fato Cristo é o Senhor, o filho de Deus, salvador dos pecadores, depende única e exclusivamente de uma experiência sobrenatural no coração, realizada de cima para baixo, nunca o contrário. É Deus quem se revela, pois, sendo mistério, não pode ser achado, Deus oculta-se numa nuvem luminosa. Não somos capazes de encontra-lo; é Deus quem se dá a conhecer aos homens, retirando a venda sobreposta a nossos olhos.

Uma pessoa pode aprender que Jesus é considerado o filho de Deus na história ocidental, porém, somente aqueles que o “comem”, que o tem como pão da vida, são capazes de serem um com ele. Cristo deve ser parte do nosso organismo, ser absorvido pelo nosso sangue, entrar em nossas células, ser uma vida com a nossa. Estou falando de vivência e não de conhecimento.

Pedro afirmou depois de uma revelação divina: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. Jesus retrucou: Essa revelação não veio da carne ou do sangue, isto é, sua procedência não é humana, terrena, é sobrenatural, divina, mística.

A fé genuína jamais será aprendida em catequeses, escolas bíblicas, cursos teológicos. A verdadeira fé é fogo, é vida, é revelação, nasce no coração, contagia toda a nossa visão de mundo.

Quem é Jesus para você? O que ele significa para você? Que importância tem Cristo em sua vida? Jesus é o sol que ilumina seus olhos? Jesus é a luz que clareia seu caminho? É através dele que você interpreta a vida?

Minha ótica cristã não é respaldada em Moisés, isso é, no velho testamento. Minha ótica de fé não está respaldada nos profetas velho testamentários como Elias. Minha ótica de fé é Cristo, aquele que é maior do que ambos, cujos ensinamentos foram além do pensamento simplista dos homens de seus dias.

Cristo Jesus é o ápice da revelação divina. Moisés e Elias apontavam para ele, em mistérios, sem muita clareza, contudo, agora o podemos contemplar na luz do dia, sem interrogações. Tenho a Cristo, tenho a Cristo, de nada sou necessitado.

As religiões do mundo por não compreenderem quem Jesus realmente é, são nada mais que reproduções do comportamento equivocado dos discípulos, que ao verem Moisés e Elias junto a Cristo, pediram para levantar barracas aos três. O que é levantar barracas nesse sentido? Equiparar Jesus a seus antecessores, formando religiões nos moldes deles. Não!

O cristianismo não deveria ser mais uma religião humana. O cristianismo é um modo de vivenciar Deus no mundo, sem templos, sem cartilhas teológicas, sem barreiras doutrinais (judeus e samaritanos), sem empecilhos culturais (o eunuco etíope, o centurião romano etc). O sustentáculo dessa “nova” fé é o amor desburocratizado, apoiado na humildade daqueles que compreenderam sua indignidade diante do favor divino ao serem aceitos em seu reino.

Todos são bem-vindos, contudo somente alguns terão essa experiência vívida e real, e são esses que discernirão bem o evangelho. Alguns simpatizarão com a fé cristã, porém permanecerão seguindo a Cristo como quem segue a um Elias ou Moisés, ou um Buda, Alan Kardec, Gandhi, Maomé. Jesus Cristo não está no patamar destes líderes, ele transcende a razão humana, por isso mesmo, precisa ser uma experiência mística e não meramente intelectual.

São felizes aqueles a quem Deus chamou. Necessário é, porém, que haja um entendimento correto da parte destes que, podem muito bem, assim como Pedro, Tiago e João, se precipitarem em suas respostas, achando que Deus os chamou para levantarem barracas, abrirem igrejas, alçarem tabernáculos religiosos.

É comum, muito comum que os homens queiram se congregar em um lugar fechado e ali cultuar o nome de seu deus. Jesus levou seus discípulos para cima de um monte, isso não significa nada? Jesus não mandou que seus seguidores levantassem templos, mandou que saíssem pelo mundo espalhando seus ensinamentos.  Não é em Samaria nem em Jerusalém o lugar do culto, pois para Deus não existem lugares sagrados. Onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome, ali ele se fará presente, mesmo sem placas denominacionais, sem assentos ou púlpitos. Jacó usava pedras para invocar a Deus, Abel sacrificava ovelhas, Abraão subia montes, Jesus ia para jardins, Paulo ia para praia fazer suas orações. Quando vamos compreender que a era dos tabernáculos já passou. Cristo é o nosso tabernáculo. Nele nós entramos, dele jamais sairemos.

“Este é o meu filho amado em quem me comprazo”. Nossa fé repousa nessa verdade. Não é que Deus tenha dito essa frase naquele dia, há milhares de anos, Não. Deus continua dizendo a mesma coisa, em corações privados, sofridos, chorosos, pelo mundo afora. “Jesus é o meu filho, escutai-o”. A voz de Jesus é o evangelho. Ora, os homens dizem muitas coisas, mas o que Jesus tem a dizer? Alguns dizem que Elias devia vir primeiro, outros diziam que não. Sobre a salvação alguns dizem isso, outros dizem aquilo. Não me importo com o que os padres ou pastores ensinam, me importo com o que o evangelho ensina.

Cada um toma para si aquilo que é conveniente. Ensinam sobre o dízimo porque dá dinheiro, ensinam sobre costumes ultrapassados porque lhes permite o controle sobre as pessoas e as domestica para uma obediência cega. O que Jesus diz sobre isso?

Concluindo: a fé cristã genuína parte do céu e acha repouso no coração dos pecadores. Trata-se de uma experiência e não de um aprendizado. É simples, não necessita de estruturas físicas ou aparatos religiosos. Centraliza-se na pessoa de Jesus, não como mais um líder religioso, mas como a luz divina, o verbo encarnado, o filho de Deus. Acontece na vida e não dentro de templos. É livre das conjecturas humanas. Finda no amor aos oprimidos. É alimentada através de orações e jejuns. É livre de obrigações, porém está longe da rebeldia anárquica, sem propósito, pois atua através de uma consciência transformada que sabe discernir pessoas e situações. É livre, pois tem em Cristo seu fiador. É despreocupada, pois Cristo venceu a morte e todos os mortos o reverenciam como senhor e rei, seja do céu, seja do inferno. Amém.


Se Deus não falar na alma, para nada se aproveitam os manuais de catequese.

terça-feira, 20 de março de 2018

A doutrina dos Fariseus


Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus. (Mt 16.12)
Por Frankcimarks Oliveira

         O Senhor alertou seus discípulos: “Cuidado com os ensinos dos Fariseus, guardem-se deles”. Essas palavras ecoam até nossos dias. Só conseguiremos nos afastar de tais doutrinas, se conhecermos bem o evangelho de Jesus.

         Perceba que os seguidores do Senhor tinham dificuldade para entender o que ele dizia, eram tardios no entendimento. Ainda bem que Deus é paciente! Que o Espírito Santo abra bem nossos corações para compreendermos o que as palavras de Cristo realmente querem dizer.

         Jesus disse que os Fariseus não tinham qualificação para guiarem as pessoas ao reino de Deus. Chamou-os de cegos condutores de cegos. (v. 2,3). Afirmou que eles eram bons em discernir os fenômenos naturais, observando o céu, contudo não compreendiam as coisas do Espírito. Pediam sinais e mais sinais, sendo que seus olhos já contemplavam as obras e maravilhas que Jesus realizava bem diante de seus olhos. Além do que muitas profecias se cumpriam na pessoa de Jesus, eles, porém, resistiam a essa verdade.

         A melhor maneira de identificar ensinamentos errôneos é sabendo bem quem Jesus de fato é. Por isso ele reuniu seus apóstolos e perguntou: Quem dizem os homens ser o filho do homem? Conhecer bem a Jesus através das escrituras é a única maneira de não ser enganado por todo vento de doutrina. Cristo é a pedra fundamental do edifício. Se tocarem nele, a base o e o sustentáculo da Igreja, todo o prédio cairá. Portanto, atente-se a isso, leitor. O que diz sua congregação acerca do filho de Deus? O que dizem seus pastores sobre Jesus? Quem é Jesus para sua comunidade religiosa? Confira no evangelho o que Jesus disse de si mesmo e compare com o que seus doutrinadores dizem. Fique apenas com o que Jesus falou.

         “E Vós quem dizeis que eu sou?” – perguntou Jesus a seus discípulos. Os fariseus não reconheciam em Jesus a pessoa do Messias, aquele que salvaria Israel de seus opressores. Pedro respondeu: Tu és o Cristo, (o messias) o filho do Deus vivo.” Uma fé que genuinamente não reconhece a filiação divina de Jesus não é digna de crédito. Se, porventura, sua igreja, salão ou congregação, nega tal verdade, não perca tempo, saia imediatamente de lá. Jesus é o Cristo, o filho do Deus vivo, aquele que havia de vir ao mundo.

         Por que nem todos creem nessa mensagem? Porque nem todos recebem de Deus essa revelação. Jesus mesmo disse a Pedro: “Feliz és tu Simão, pois não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai, que está nos céus”. Por isso muitos não conseguem crer em Jesus, porque Deus não os concedeu tal fé. Apenas e somente apenas quando o Pai resolver tocar os corações incrédulos acerca de Jesus é que eles conseguirão dizer o mesmo que Pedro disse: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.

         Ninguém conhece o Pai senão o Filho e ninguém conhece o Filho senão o Pai e quem este quiser revelar. Ninguém vai ao pai senão pelo Filho e ninguém vai ao Filho se o Pai não o conduzir. O Filho glorifica o Pai e o Pai glorifica o Filho.

         Se Cristo não é o fundamento de sua fé, sinto dizer, ela é vã. De nada adianta passar horas e horas em oração, nos templos, nas praças pregando. Se Cristo não é precioso para você, se Cristo Jesus não é exatamente aquilo que ele é para Deus, para os anjos, para os demônios, então sua fé é inútil.

         Jesus não é mais um anjo enviado por Deus ao mundo, não é um deus com “d” minúsculo, não é apenas um profeta, não é um mensageiro do amor e da paz meramente, não é um judeu que se rebelou contra Roma. Jesus de Nazaré é o Cristo, o Ungido, o rei eterno, descendente de Davi, seu reino não terá fim, ele é o cabeça de seu povo, aquele que venceu o pecado e a morte e que tem a chave da ressurreição nas mãos. Quem crê nele não será confundido, quem acredita em Jesus, passou da morte para a vida e viverá de eternidade a eternidade a seu lado no paraíso, gozando de sua graça e misericórdia. Você crê nisso, leitor, do fundo de sua alma? Não se engane, toda planta que o Pai não plantou, será arrancada. Muitos o chamam de Senhor, poucos realmente creem nisso.

         Jesus é a rocha onde sua igreja foi edificada. Ele é nossa base e segurança. Sobre ele repousa nossos destinos. Dele depende a salvação dos pecadores. As portas do inferno não prevalecerão contra seus seguidores, pois ele é o capitão, o Senhor dos exércitos, o rei da glória que subiu ao céu e está assentado a destra de Deus Pai e vive a interceder por seus amigos.

         Cristo tem toda a autoridade nos céus e na terra. É o alfa e o ômega, o começo e o fim. Aquele que esteve morto e reviveu, o que anda no meio dos sete castiçais de ouro, o Todo Poderoso que diz: “Eis que cedo venho, guarda o que tu tens para que ninguém roube tua coroa.”

         Jesus é aquele que ouve nossas orações, o que responde nossas orações e o que ora pela igreja, eternamente. Ele é o Cristo.

Os fariseus não ensinam essas verdades. Inventam coisas, mudam os textos, se contorcem para negar o que é evidente, pois são cegos. Não enxergam a glória do calvário. Assim como o diabo, estremecem com a mensagem da Cruz, dizem que é loucura ou escândalo, dizem que Deus jamais faria uma coisa dessas, matar o próprio filho de maneira tão cruel.

 O homem natural não vê sabedoria na cruz, mas os filhos de Deus se alegram e cantam: Foi na cruz, foi na cruz onde um dia eu vi meus pecados castigados em Jesus. Nos alegramos porque ele vive e porque ele vive podemos crer no amanhã. Ele ressuscitou.

Os cristãos acreditam na vida além-túmulo. Creem que serão ressuscitados por Cristo, o Senhor dos vivos e dos mortos. Não cremos que seremos reencarnados aqui neste mundo, várias vezes, para evoluirmos e nos tornarmos pessoas melhores. Não! Cremos que seremos glorificados com ele. Depois da morte segue-se o juízo. Se você acredita em reencarnação, sinto dizer, você não acredita em Jesus, pois a reencarnação coloca Cristo de lado, jogando sobre o pecador a capacidade de se aperfeiçoar. Sabemos pelas escrituras que é Deus quem faz isso. Ele é o oleiro, nós, os vasos em suas mãos. Você tem todo o direito de acreditar na reencarnação, apenas não diga que acredita em Jesus, que ele tem a chave da morte e do inferno, porque uma coisa anula a outra. Existe aí muito fermento de Fariseu. O mesmo se aplica ao purgatório. Se o sangue de Jesus não é suficiente para perdoar pecados e nos purificar de uma vez por todas, nada o será. Se a fé somente não for suficiente para salvar uma alma, então Cristo é um mentiroso, pois foi exatamente o que ele ensinou: Crê tão somente e serás salvo. Fé no sangue dele basta para nossa salvação eterna.

Cuidado, muitas religiões se dizem cristãs, mas negam a Cristo. Negar a Cristo não é apenas repudiá-lo, rechaça-lo, é diminuí-lo. Outras o negam com suas obras, com o ódio, com a falta de amor.

Fuja da doutrina dos Fariseus. Corra para Cristo. Amém.